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Setor bancário pressiona por regulação AML no mercado secundário de stablecoins: o que acontece com o seu cartão U?

2026-06-12

As principais associações comerciais bancárias dos Estados Unidos apresentaram, em manifestação junto a reguladores, a proposta de que as regras de combate à lavagem de dinheiro (AML) para stablecoins não se limitem aos processos de emissão e resgate, mas também cubram o mercado secundário — ou seja, transferências on-chain carteira a carteira, trocas em DEX e movimentações peer-to-peer fora das exchanges. Segundo a reportagem da Decrypt, essas instituições defendem que as regras de AML deveriam “focar nas atividades de maior risco”, ao mesmo tempo em que preenchem a lacuna regulatória do mercado secundário. Essa posição surge no contexto da discussão sobre as regras de implementação da legislação americana de stablecoins (via GENIUS Act), com o objetivo de submeter stablecoins e bancos tradicionais ao mesmo nível de exigências antilavagem.

Análise editorial: o que isso significa para quem usa cartão U

Vamos direto ao ponto: isso é uma disputa regulatória em andamento, não uma proibição em vigor imediato. Usuários de cartões não precisam tomar nenhuma providência agora. Mas a direção apontada merece atenção de quem carrega USDT em cartões virtuais.

O funcionamento central do cartão U é “USDT on-chain → conta da emissora → saldo do cartão em moeda fiduciária”. Hoje, o foco da conformidade está em duas pontas: a exchange/carteira de onde você faz o depósito realiza o KYC, e a emissora do cartão também faz o KYC. O que o setor bancário quer agora é estender o alcance regulatório para o trecho intermediário da movimentação on-chain — de qual endereço veio o seu USDT, quantos saltos ele deu, e se passou por endereços marcados como misturadores de moedas (mixers).

O impacto direto não é “bloqueio de cartão”, mas sim uma análise de depósito mais detalhada:

Nos próximos 7 dias: nada muda. Nos próximos 30 dias: é possível que algumas emissoras adicionem uma opção de “origem dos fundos” no questionário de KYC. Nos próximos 90 dias: ferramentas de pontuação de risco de endereço (tipo Chainalysis/TRM) devem se tornar mais comuns no lado de depósito das emissoras. Veja mais detalhes na seção sobre conformidade de depósitos da nossa análise do MPCard.

Comparação histórica: o que muda em relação às rodadas regulatórias anteriores

Esta não é a primeira vez que a regulação de stablecoins é reforçada. Vale comparar com três episódios:

O ponto em comum: a regulação sempre aperta seguindo “o caminho do dinheiro” rio acima. A diferença: esta é a primeira vez que transferências entre carteiras não custodiais são apontadas explicitamente como uma superfície de risco — justamente o trecho do qual mais depende o depósito on-chain de um cartão U.

Fronteiras de conformidade: quais são as zonas cinzentas hoje

É preciso distinguir três níveis:

Para o contexto dos EUA, consulte nosso guia de conformidade dos EUA; se você usa cartões principalmente na Ásia-Pacífico, o guia de conformidade de Hong Kong e o guia de conformidade de Singapura também cobrem a interpretação local sobre a circulação no mercado secundário. É importante frisar: por enquanto, isso é apenas uma manifestação do setor em fase de apresentação de opinião, ainda não é uma regra em vigor — os detalhes de AML dependerão do texto regulatório final.

Pontos a acompanhar daqui para frente

  1. Se a FinCEN vai publicar uma minuta de diretriz voltada ao mercado secundário de stablecoins — este é o passo decisivo para saber se a opinião do setor se transformará em regra. Acompanhe pelo comunicado oficial da FinCEN.
  2. O período de comentários públicos das regras complementares do GENIUS Act — para ver se as cláusulas sobre o mercado secundário serão incorporadas às regras de implementação.
  3. Mudanças nos questionários de KYC das principais emissoras de cartão — se o cartão que você usa habitualmente de repente adicionar perguntas sobre “origem dos fundos/explicação da carteira”, é sinal de que essa tendência chegou ao produto.
  4. A abrangência das ferramentas de pontuação de risco on-chain — a velocidade com que Chainalysis/TRM se tornam comuns no lado de depósito das emissoras é um indicador antecipado de aperto real.

Recomendação editorial

Em resumo: essa notícia muda o nível de detalhe da análise sobre a circulação de USDT, não a sua capacidade de usar o cartão para consumo. Ficar atento à rastreabilidade da origem dos fundos é muito mais prático do que se preocupar se “amanhã o cartão será bloqueado”.