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Volume mensal de cartões cripto teria crescido 230%: como usuários de cartões USDT devem interpretar esse dado com cautela

2026-05-28

O fato em uma frase

Uma reportagem da Cointelegraph afirma que o valor mensal transacionado em cartões cripto (débito + crédito) somou cerca de US$ 7,8 bilhões neste mês, um crescimento de aproximadamente 230% em relação ao mesmo período de 2025, e aponta que esse indicador está em trajetória ascendente constante desde 2024. A reportagem não detalha a metodologia de coleta dos dados (se inclui apenas liquidações nas redes Visa/Mastercard, ou também liquidações on-chain próprias de Layer 1), nem indica uma fonte de auditoria independente.

Nota editorial: por que desta vez não vamos simplesmente repetir o número

O princípio editorial da usdtcard.net é: todo número precisa ser rastreável a uma URL de origem específica. Ao escrever esta análise, encontramos uma dificuldade concreta:

Por isso, este artigo não trata os US$ 7,8 bilhões / 230% como fato estabelecido para tirar conclusões, mas sim como um sinal macro ainda a ser verificado. Todos os julgamentos a seguir partem da premissa de que, mesmo que esse número acabe sendo desmentido, a recomendação prática para usuários de cartões USDT não muda.

Impacto real para usuários de cartões USDT: três perfis

Independentemente de o volume do setor ter subido 230% ou 50%, para quem já tem um cartão na mão, o que realmente afeta o uso diário nunca foi o número macro, mas a página de tarifas do próprio emissor.

Perfil 1: usuário de assinaturas/SaaS no dia a dia

Se você usa principalmente o cartão USDT para pagar assinaturas fixas de baixo valor, como ChatGPT Plus (US$ 20/mês), Cursor Pro (US$ 20/mês) ou Claude Pro (US$ 20/mês), o crescimento macro do volume quase não afeta você — o sucesso nesses casos depende da aceitação do BIN do cartão pelo comerciante da assinatura, não do volume total do setor.

Usuários com foco em rotas da Ásia-Pacífico podem continuar consultando a avaliação do MPCard e o guia de assinatura ChatGPT Plus; quem trabalha com fluxos do Claude Code pode conferir o cenário Claude Code.

Perfil 2: usuário de consumo internacional/viagens

Esse perfil é sensível ao spread cambial, taxas de saque em caixa eletrônico e taxas de liquidação em moeda estrangeira. O aumento do volume do setor pode gerar dois efeitos opostos:

Recomendamos consultar o ranking geral de cartões cripto 2026 e o levantamento de cartões com menores tarifas, e comparar com a página oficial de tarifas todo fim de mês.

Perfil 3: usuário de recargas de alto valor/nível comercial

Se você faz recargas únicas na casa de milhares de dólares, o que mais importa é o limiar de compliance do emissor, não o volume do setor. Quanto maior o volume, mais frequentes tendem a ser as atualizações das regras de compliance dos emissores — isso é senso comum no setor. Tanto a avaliação do Bybit Card quanto a avaliação do RedotPay foram atualizadas por nós de acordo com as páginas oficiais de limites.

Comparação histórica: o que “disparadas nos números do setor” significaram no passado

Colocando esta reportagem no contexto dos últimos 4 anos:

PeríodoEvento gatilhoMudança real nos 6 meses seguintes
2º tri/2021Crypto.com investiu pesado em marketing, volume de transações em cartões disparouA partir de junho de 2022, as regras de cashback com stake de CRO foram cortadas em mais de 50%
1º tri/2023USDC perdeu brevemente a paridade e a fatia de cartões USDT aumentouVisa suspendeu alguns BINs de cartões cripto, o setor passou por uma reorganização de emissores
2024–2025Liquidação em stablecoins foi oficialmente reconhecida pela Visa/MastercardVários emissores lançaram novos produtos para a rota Ásia-Pacífico

Se os números desta reportagem se confirmarem, o cenário mais parecido é com o de 2021: volume sobe → emissores queimam subsídios para ganhar mercado → 6 a 12 meses depois, cashback e tarifas são reajustados para cima. Não se parece com o de 2023: naquele caso houve um choque regulatório claro (SVB/USDC), e desta vez não há um evento negativo de magnitude equivalente.

Perspectiva regulatória/compliance

O crescimento do volume do setor tende a vir acompanhado de maior atenção regulatória. Por região, vale acompanhar:

O limite legal atual é: a liquidação em stablecoins é claramente permitida em jurisdições como MiCAR, Hongkong, Singapura e Japão; alguns estados dos EUA exigem licença MTL para cartões cripto; a promoção/venda dentro da China continental ainda está em zona cinzenta, veja a perspectiva da China continental.

4 pontos a observar daqui para frente

  1. Se a Cointelegraph vai complementar a fonte dos dados: no cenário ideal, o texto original deveria indicar Visa, Mastercard ou Chainalysis como fonte da metodologia;
  2. O próximo relatório trimestral da Visa: a Visa costuma divulgar o volume de liquidação em stablecoins em seus relatórios trimestrais. Essa é a fonte mais autoritativa e auditável;
  3. Anúncios das principais emissoras no 2º trimestre: se os US$ 7,8 bilhões forem reais, é esperado ver, entre junho e agosto, pelo menos uma emissora comemorar publicamente algum marco (prática comum no setor);
  4. Ritmo de lançamento de novos cartões: a variante MPCard Asia Business e o cronograma de lançamento de novas versões regionais de Bybit/OneKey.

Recomendação editorial

Voltaremos a este artigo para atualizar as conclusões assim que o próximo relatório trimestral da Visa for divulgado.